Quem não sabe pensar acredita no que pensa.

Quem sabe pensar desconfia do que pensa, e põe-se a repensar…

Nietzsche e a História

Posted by teiversonalves em 27 de abril de 2007

Nietzsche rompeu com a relação entre a Filosofia e a História que havia sido estabelecida por Hegel, entendida esta última como uma crônica da racionalidade. Considerava que “o excesso de história” parecia “hostil e perigoso à vida”, limitador da ação humana, inibindo-a. Devia-se ousar, avançar perigosamente para o ilimitado, porque a racionalização histórica levava o homem a “perder-se ou destruir seu instinto fazendo com que ele não ouse soltar o freio do ‘animal divino’ quando a sua inteligência vacila e o seu caminho passa por desertos. O indivíduo torna-se então timorato e hesitante e perde a confiança em si…” terminando por fazer com que “a extirpação dos instintos pela história transforma os homens em outras tantas sombras e abstrações.”

Em busca do super-homem

A idéia da necessidade da formação de uma nova elite – não contaminada pelo cristianismo e pelo liberalismo – e que ao mesmo tempo os transcendesse, acometeu Nietzsche desde muito cedo. Pode-se dizer que já pensava assim nos seus tempo do internato em Pforta. Já naquele tempo mostrou-se obcecado pela formação de uma seleta falange intelectual responsável pela transmutação de todos os valores, cuja obrigação e dever maior era a proteção de uma cultura superior ameaçada pela vulgaridade democrática.
nie

Instinto contra a Razão

Nietzsche recolocou claramente o confronto outrora posto pelos românticos quando opunham os instintos – geralmente entendidos como uma manifestação da pureza e autenticidade humana – à razão, símbolo do utilitarismo cinzento e materialista.

Opunha-se, como conseqüência, à idéia de que os acontecimentos históricos ensinavam os homens a não repeti-los, defendendo a teoria do eterno retorno, de remota inspiração na filosofia pitagórica e na física estóica, que compreendia a aceitação de periódicas destruições do mundo pelo fogo e seu ressurgimento. Desta forma, não só tudo poderia acontecer novamente como tudo poderia ser tentado outra vez.

Nietzsche como Anticristo

O ataque direto que Nietzsche desencadeou contra o cristianismo radicalizou-se com o seu “O Anticristo” mas foi inicialmente exposto na A genealogia da moral. Argumentou que a ética cristã era uma moral de escravos, de gente fraca e vil que havia, através do cristianismo, desvirilizado o espírito senhorial e dominante dos aristocratas. A origem desse processo, segundo Nietzsche, remontava à aos tempos da Palestina ocupada pela raça romana, raça de senhores. Os judeus, impotentes em poder livra-se deles, terminaram por aperfeiçoar a psicologia do ressentimento provocando uma inversão dos valores. Tudo aquilo que era “débil”, “humilde”, “medíocre”, eles apresentaram como “bom”, enquanto palavras tais como “nobreza’, “honra”, “valor”, foram vistas como “mal”. O resultado desse trabalho de sapador, feito por séculos de pregação cristã, foi o enfraquecimento das energias vivificantes da sociedade ocidental, especialmente das suas elites, na medida em que o “doentio moralismo ensinou o homem a envergonhar-se de todos os seus instintos”.

Nietzsche disse que nós vivemos a mesma vida eternamente, que tudo que nós estamos fazendo nós já fizemos milhões de vezes e iremos fazer pela eternidade. Para sempre iremos conhecer as mesmas pessoas, fazer os mesmos erros e etc… Isso é por que, segundo ele, o tempo é infinito mas a matéria é finita. E eu ainda considero isso uma forma de prolongar a vida.
nietzsche

3 Respostas to “Nietzsche e a História”

  1. Jailson said

    Às vezes, ficamos sem saber direito quem está certo: se Schopenhauer ou Kant, Marx ou Sartre, Descartes, Locke ou Hume. Atualmente, depois de viajar por todas estas planícies bastante razas que a filosofia nos proporciona, descobri parte da chave fundamental que sempre busquei, o que me possibilitou a visão de pelo menos uma parte do que se encontra escondido atrás da grande porta chamada existência. Alcancei isso quando consegui largar o grande fardo que estava sendo carregar todos esse filosofos sobre os ombros, e começar a olhar mais para dentro de mim mesmo.

  2. Concordo plenamente com você Jailson, a verdadeira filosofia consiste em nós mesmos, não adianta olhar para grandes pensadores e esquecer-mos de nós mesmos.
    Abraço

  3. IBISEN said

    ASUHSAUHHUASHUSAHUSAHUSAHUSAHUASHUASHU!
    Adorei o comentário Jailson! Fiquei surpreso com o desfecho!
    A onda é: “Minha liberdade consiste em andar quando quero andar, desde que não sofra de gota”.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: