Quem não sabe pensar acredita no que pensa.

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Racismo a brasileira

Posted by teiversonalves em 13 de março de 2007

A identidade nacional brasileira foi construída sob o mito da democradia racial, ou seja, a crença de que somos uma nação onde todas as raças vivem em harmonia sem conflitos ou segregações. Diferentemente do que ocorreu nos Estados Unidos e na África do Sul, que tiveram um “racismo oficial”, a segregação racial nunca foi legalmente adotada pelo Brasil. E é essa uma das razões que fazem com que as reivindicações de movimentos sociais, entre elas a adorção de políticas públicas específicas para afrodescendentes, pareçam absurdas para grande parte da população brasileira.
Há alguns anos, descobriu-se que a diferença genética entre os mais diferentes grupos do mundo é muito pequena, o que derruba um outro mito: a existência das raças humanas. No entanto, quando as pessoas que defendem as cotas racias falam de de “raça”, estão dando um sentido político e social ao termo. Ou seja, referem-se as pessoas que se declaram ao IBGE como “pretas” ou “pardas”. Numa leitura política, essas duas categorias de cores são entendidas com oo segmento “negro” da população, pois as pesquisas mostram que as trajetórias das pessoas “pretas” e “pardas” são muito mais próximas de que a das “brancas”.
A desigualdade e a descriminação racias precisam ser corrigidas com políticas públicas e não só com a idéia de que somos um “paraíso racioal”. Por isso, a política de cotas tem adotado o critério da autoclassificação, dentro de um contexto de construção da identidade negra.
A associação de qualidades negativas a imagem da população negra alimenta o preconceito, até mesmo entre negros(as). Afinal, não é nada agradável ser sempre percebido como sujo, pobre e feio. Os livros escolares também não contribuem para uma educação que comtemple a diversidade de alunos que os ultilizam. Neles, negros são sempre escravos, passivos e nunca sujeitos da história. A população negra aparece em livros didáticos que tratam do Brasil Colônia. Fora desse período histórico, simplesmente não é retratada, desaparece como que num passe de mágica. Negros e negras vão de escravos a inexistentes. É preciso que muita coisa mude para que a vergonha que muitos sentem se transforme em orgulho e impulsione mudanças sociais concretas. Necessitamos valorizar a cultura negra, resgatando a auto-estima dessa população. Precisamos nos conscientizar que ninguém é melhor que ninguém, somos apenas iguais nas diferenças.
zumbi

Teiverson Alves.

Uma resposta to “Racismo a brasileira”

  1. Aê gostei muito do artigo, essa é uma luta q todo devemos aceitar.

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