Quem não sabe pensar acredita no que pensa.

Quem sabe pensar desconfia do que pensa, e põe-se a repensar…

Cocaína… Perdido e engando-se

Posted by teiversonalves em 1 de março de 2007

Maconha: a droga dos 60, dos anos dourados e utópicos, dos que puseram os pés na estrada e acabaram atropelados pela história e pela desilusão com o socialismo real. A coicaína: a droga do 007, do superman, da onipotência. Da voracidade por falar e fazer qualquer coisa, da vontade compulsiva de ultrapassar em direção a nada, da tranformação do eu em ninguém, das carreiras ou do pico no banheiro, alimentando os traficantes – bandidos de primeira. Cada época consome os distraídos (que se imaginam esperto) com uma droga datada, de moda. E que moda insignificante.
Cocainomanos colidem com o Código Penal, na esperança de uma hiper-sensibilidade, ou de uma hiper-atividade, valorizando sempre o individual. A cocaína consolida a noção – falsa – de contestação das injustiças sociais e assim acaba por servir ao que de pior existe: a abdicação da vontade soberana de existir e até a liberdade de ser.
No fundo, no fundo, o usuário é um fraco tentando ser Deus, um covarde que se imagina a Lawrence das Árabias – além de ser um provedor de vagabundos e marginais que são os traficantes (da desgraça alheia).
O usuário merece tratamento médico adequado. O traficante merece condenação, pela vantagem que leva sobre a fragilidade do outro.
Releve-se que Freud alertou para os perigos do uso dessa droga.
coca

Teiverson Alves.

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