Quem não sabe pensar acredita no que pensa.

Quem sabe pensar desconfia do que pensa, e põe-se a repensar…

Arquivo da categoria ‘Filosofia’

Pensamento 360º

Publicado por teiversonalves em Abril 17, 2007

Será que o mundo hoje teria a capacidade de entender os diferentes pontos da vida? Ou os diferentes modos de pensar? Fica difícil quando não se vive em uma sociedade onde todos respeitem a sua escolha, onde os seres são baseados em fatos que muitas vezes não são verdadeiros e  deixa-se persuadir por vários fatores que não são suas idéias próprias.

As vezes a percepção de novas coisas vem da direção que você leva os fatos ocorridos, vivemos num sistema onde tudo é feito de probabilidades.

Mas o ponto chave é ter um pensamento diferenciado, o que nos leva muitas vezes a ser excluído de certo modo por uma sociedade ignorante que não tem uma visão de 360° graus nos acontecimentos, onde está a verdadeira inteligência do ser humano? Dizemos ser seres superiores aos animais (cobra, Leão..) e ainda não descobrimos a formula da felicidade plena.

Somos seres tão ignorantes que não pudemos ainda estabelecer uma comunicação entre humanos e natureza, vivemos em conflitos com nós mesmos e achamos ainda sermos inteligentes. Infelizmente nem ao menos a paz encontra-se em nosso meio.

Se eu colocasse pra ser analisada uma probabilidade de que a lua fosse um sol apagado? Quantas pessoas se colocariam contra tamanha idéia? Quantas me chamariam de louco? É fácil encontrar defeitos e mais fácil ainda ser estapafúrdio.

Deixar fluir conhecimentos é uma coisa pra poucos, mas nós temos que aprender a dar espaço a ele, que é o caminho para um mundo melhor.

Então não copie, deixe fluir, não apenas olhe, mas enxergue, o mundo só será melhor quando olharmos de cima, quando vir a terra numa visão única em 360° graus.  

360

Texto de Thiago (T-Ex), grande parceiro! ^^

Enviado em Filosofia, Idéias | 2 Comentários »

Eu Posso Tudo

Publicado por teiversonalves em Abril 12, 2007

Eu quero mudança. Na verdade todos deveriam querer. Mas não só querer, tem que fazer.
Quero as coisas diferentes porquê não vejo mais sentido naquilo que faço. Não tenho mais prazer. Não acho atrativo entrar em um mundo onde o que mais vale é a raridade da lucidez. E as pessoas se arriscam e esperimentam coisas cada vez mais fortes buscando sempre perder mais a consciência. oO Que coisa mais sem sentido!
E eu penso se será isso que eu realmente quero pra mim. Na verdade, como saber o que eu realmente quero?! Como julgar… na adolsecência como todos fazem QUESTÂO de dizer é uma fase de mudanças e transformações e blá&blá&blá. Mas cheguei a conclusão que não é exatamente isso. As coisas, na verdade, ficam mais claras. Os adultos frustrados que fazem questão de confundir. O problema tá realmente na evolução disso .. por exemplo, as pessoas se acostumam a ideia de que as coisas são assim porque devem ser.. mas não! não é assim! ‘Nada se perde, tudo se transforma’ não é esse o ditado?! as coisas podem ser mudadas sim.. não e´só porque pertencemos a um ciclo(infelizmente sem fim) que não quer dizer que alguma hora não poderá haver uma nova história. Ainda que não haja um novo começo, pelo menos um desenvolvimento diferente.
A questão é exatamente essa. Na adolescências os jovens sonham que podem mudar, vencer, lutar.. até a hora em que vem um adulto e diz: ah isso é uma fase. Paciência com ele. Ele só é mais um garoto problemático.
Poxa será que ter novas ideias e querer que elas andem pra frente é ser problemático?! Será que sonhar e buscar coisas por mais impossiveis que pareçam é ser problemático?!
Muito bem, eu sou problemático.
Porque eu não me conformo com a conformidade. Não me conformo com o descaso. Não me conformo com o abandono.
E eu sou só mais um sim, mas se todos aqueles que são mais um tentassem não ser apenas um.. nós seríamos mais. Se todas aquelas pessoas que se veem parte de um insignificante ciclo da vida tentassem apenas ter uma vida independente do ciclo a qual pertencem, não haveria conformações.
Eu encaro que viver a vida seja aproveita-la ao máximo. Não no sentido só de festas e drogas. Porque como saberei como realmente a vida é se para curti-la tenho que desfrutar de um surto de lucidez?! De um sonho provocado por uma mente corrompida. E eu tenho que gostar disso?! E se eu gostar.. então viverei em um mundo criado por mim, onde eu estaria sendo feliz.. mas as pessoas ao meu redor só saberiam me criticar e dizer: lá vai a doida. Aquela ali não tem juizo!
Afinal, o que julgam ser juizo?!
Porque cada pessoa tem uma pespectiva diferente. Ninguém pode julgar nem acusar o outro.
Ah, enfim.. eu quero mudança na minha forma de agir. Mas nunca deixarei que esse mundo corrompa aquilo que ainda me faz sentir-me livre: minha ingenuidade infantil. Minha inocência que me faz vê as coisas diferentes, não porque eu realmente pense diferente.. mas porque eu não deixo que pensem por mim. E não desisto do que eu quero.
Eu posso até usar e gostar de drogas. Mas e depois o que mais há pra se fazer?!
Realmente só há poucos caminhos?!
Porque simplesmente não posso viver a vida de todas as formas julgadas certas e erradas?
Eu posso, porque não aceito o argumento que neste ciclo sem fim nosso destino é predestinado. E não aceito suas críticas porque você nunca será melhor do que eu. Não porque eu realmente sou superior, mas porque uso da sua inferioridade minha arma de defesa.
Então, desculpe, mas EU POSSO TUDO. Tal igual minha mãe sempre me disse: Você consegue, você pode, mas basta você querer.
E Deus é meu mestre, meu guia. E minha vida levo como quero. A questão agora é definir o que eu quero.

- O mundo é dos espertos. Mas a vida é dos sábios.
tudo posso

Enviado em Alto astral, Filosofia, Idéias | 1 Comentário »

Tanta informação pra quê?

Publicado por teiversonalves em Abril 11, 2007

Hoje em dia é difícil conhecer alguém que diga, com ares de autêntica modéstia: “não sei”. Todos sabem de tudo, falam sobre qualquer coisa e exercem uma certeza que nem vale a pena conversar, pois se torna discussão. Parece até que virou crime dizer “eu não sei”. A regra é falar sem parar, ter argumento até onde não dé mais, conseguindo assim manipular o ser alheio, será mesmo o melhor essa atitude? As pessoas já não querem ouvir, só querem falar, soltar tudo que aprendeu em revistas, conversas, mídia, internet, orkut e etc. As pessoas querem ser a Google, sem falar nos tempos em que queriam ser Einstein, Pelé, entre outros, sendo assim, elas encontram as informações, mas esquecem dos racíocionio para chegar até lá, como por exemplo, o mais importante na matemática é o cálculo e não o resultado final. As pessoas ficam satisfeitas em ter o resultado na ponta da língua e se envaidece em dizer com rapidez, sendo a velocidade o ato primordial do objetivo.
Com a internet, e celéres estruturais de informação, apesar de tantas virtudes comunicativas e de convivência que geram, criou-se uma geração de palpiteiros, mas do que formadores de opinião. Pior que enganar os outros é se enganar. Na verdade, e uma grande verdade, talvez dura verdade, é que a cultura não se adquire sem esforços. A memória não se dá bem com facilidades, é o que nos fazem diferente dos outros animais, no entanto,
perdemos a pureza que os outros animais tem.
Com o bombardeamento de informações que recebemos nos dias de hoje, precisamos filtrar o que realmente vale a pena, ter uma personalidade e não se deixar levar por qualquer informação. Quanto mais informação, mais difícil será para o ser humano se entender, sendo assim, devemos estabelecer uma conexão maior com a simplicidade, esquecer essas informações sem embasamento nenhum, afinal, nem sabemos se é verdade. Colocam milhões de informações em nossas cabeças, persuadindo nossos pensamentos. Felicidade consiste em simplicidade.
simplicidade

Enviado em Filosofia, Idéias | Deixar um comentário »

O mal… existe?

Publicado por teiversonalves em Abril 10, 2007

Um professor ateu desafiou seus alunos com esta pergunta:
-Deus fez tudo que existe?
Um estudante respondeu corajosamente:
- Sim, fez!
- Deus fez tudo, mesmo?
- Sim, professor !
Respondeu o jovem.
O professor replicou:
- Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau.
O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito.
Outro estudante levantou sua mão e disse:
- Posso lhe fazer uma pergunta, professor?
- Sem dúvida – respondeu-lhe o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
- Professor, o frio existe?
- Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu:
- Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.
- E a escuridão, existe? – continuou o estudante.
O professor respondeu :
- Mas é claro que sim.
O estudante respondeu :
- Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas varias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.
Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:
- Diga, professor, o mal existe?
Ele respondeu :
- Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.
Então o estudante respondeu :
- O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz.”
(Autor desconhecido)

Com esse texto podemos concluir que o bem está acima de tudo, e o bem resume a maravilha que é Deus. Normalmente, quando uma pessoa é ateu, ela é influenciada por outras coisas, sendo assim, não acreditam em Deus, porém, se um avião estiver caindo, com toda tripulação ateu, nessa hora todos irão pedir ajuda a Deus, Deus não é somente algo que implantam em nossa mente quando crianças, é algo além, coisa de ego. Deus está em todos nós, que é o bem, se fizermos o bem, com certeza teremos Deus, no entanto, não adianta fazer o bem e não assegurar-se em Deus, pois dessa forma, haverá um vazio. A vida não se resume só no visível, existe o que nossos olhos não podem ver. É preciso ter fé, pra Deus ouvir nossa voz.

Enviado em Filosofia, Idéias, Religião | 1 Comentário »

Seja Feliz..

Publicado por teiversonalves em Abril 6, 2007

Você chegou ao seu local de trabalho, ou na faculdade, onde for…
Ore e peça iluminação à Deus Todo Poderoso!!

Cumprimente seus colegas…
Isso se chama amizade!!

Deseje a cada um o melhor de si…
Isso se chama sinceridade!!

Faça a agenda e programe seu dia…
Isso se chama reflexão!!

Agora, com tudo planejado, comece a trabalhar…
Isso se chama ação!!

Acredite que tudo irá dar certo…
Isso se chama fé!!

Faça tudo com alegria…
Isso se chama entusiasmo!!

Dê o melhor de si…
Isso se chama perfeição!!

Ajude a quem tem mais dificuldade que você…
Isso se chama doação!!

Compreenda que nem todos estão na mesma sintonia…
Isso se chama tolerância!!

Receba as bençãos com gratidão…
Isso se chama humildade!!

Deus está com você…
Isso se chama AMOR!!!

Que cada dia da sua jornada acrescente vida
à você, não apenas mais idade!!!…

Enviado em Alto astral, Filosofia, Idéias, Religião | Deixar um comentário »

Idéias que paralisam

Publicado por teiversonalves em Abril 4, 2007

Governos, empresas e pessoas tornam-se reféns de pensamentos que impedem a ação. Cuidado com eles!

O escritor Francês Gustave Flaubert, concebeu pouco antes de sua morte, o “Dicionário de idéias feitas” . Seu propósito era zombar os clichês de seu tempo – por exemplo, a idéia de que calvice era sinal de inteligência, ou de que pessoas que moram em zonas tropicais são mais preguiçosas. Se vivesse hoje, talvez ocorresse a Flaubert fazer outro tipo de lista, tento como tema principal as pragas de nosso tempo – as idéias paralisantes. Como no século XIX, a época atual tem seus clichês. A diferença é que, magnificados pelo bombardeamento da informação, eles se transformam em falsas unanimidades que atrapalham a vida das nações e dos indivíduos.
Com tantos livros de auto-ajuda no mercado, é curioso que não exista tratado a respeito das idéias paralisantes. Talvez porque a maior parte dos livros de auto-ajuda esteja empenhada em reforçá-las. Mas é fácil verificar que elas nascem de visões ideológicas ultrapassadas, do conformismo intectual, da incompetência ou da simples e pura preguiça de pensar.

NA POLÍTICA

A idéia: “O Brasil jamais será um país desenvolvido, com justiça social, se não fizer uma reforma agrária.”
Por que é paralisante: Isso podia tem alguma dose de verdade no início do século XX, quando a economia es baseava na agricultura e a população brasileira era predominantemente rural. Hoje, com uma economia de forte perfil industrial, uma produção agrícola que é fruto de um intenso processo de mecanização e mais de 85% dos cidadãos vivendo em cidades, essa é uma idéia absolutamente fora do lugar. O que o país precisa para desenvolver-se e promover a justiça social é de mais educação e empregos dignos. Por que condenar um sem-terra a viver no campo se, com um trabalho na cidade, ele pode ganhar mais com uma torina menos estafante, além de estar mais próximo de escolas e hospitais para a família?
Distribuir terra é mais caro e menos efetivo, do ponto de vista do desenvolvimento da nação, do que garantir uma boa instrução escolar a todos e proporcionar crédito para a criação e ampliação de pequenos negócios. Além disso, há cada vez menos terras a ser distribuídas no Brasil. A maior parte delas está nas mãos de agroindústria, que exporta, gera divisas para o país e proporciona alimentos de melhor qualidade e mais baratos para a população.

A idéia: “O Brasil te, 44 milhões de famintos e, diante dessa hecatombe social de proporções africanas, não há muito o que fazer.”
Por que é paralisante: Porque impede a adoção de programas eficazes para o combate a fome no Brasil – aqueles que exigem apenas ações localizadas. Não existe nenhum levantamento quantificando o número de portadores de carência alimentar no Brasil, mas certamente ele está muito longe dessa cifra mastodôntica. O estudo mais confiável, realizado pelo IBGE, identificou somente 3,8 milhões de brasileiros abaixo do peso, e em áreas do país muito bem delimitadas. grande parte, inclusive, está acima do peso – ou seja, não sofre de fome, mas de falta de educação alimentar. Irritado com a divulgação do estudo do IBGE, o economista José Graziano, idealizador do Fome Zero, aumentou a cifra de brasileiros famintos ainda mais – para 77 milhões. Em vez de tentar elucidar as cifras, o governo petista tentou amordaçar o IBGE. Não conhecer as reais dimensões de um problema é o primeiro passo para não resolvê-lo.

A idéia: “A violência no Brasil não é um problema de polícia. É antes de tudo uma questão social.”
Por que é paralisante: É certo que a violência tem raízes também na questão social – mas são múltiplos os motivos que a determinam. Contribuem para ela a corrupção e a falta de treinamento e de equipamento dos policiais, a ausência de uma polícia de fronteira que consiga diminuir o contrabando de armas e drogas no território nacional, a leniência dos gorvenantes com os bandidos, a lentidão do sistema judiciário brasileiro e o excesso de recursos legais disponíveis para colocar um criminoso fora das grades. Ou seja, é possível, sim, diminuir a violência antes de resolver os problemas sociais, que demandam tempo. Uma cidade como Bogotá, na Colômbia, reduzio drasticamente seu índice de assassinatos por 100 000 habitantes, apenas apaelhando melhor a polícia e integrando-a na comunidade. Há sete anos, esse índice era ao Rio de janeiro (na casa dos 70 assassinatos por 100 000 habitantes). Agora, está na faixa de 25.

NA ECONOMIA


A idéia:
“O governo disse que, com uma política austera, de responsabilidade fiscal, o Brasil voltaria a crescer. Estamos há dez anos na trilha da austeridade e o país não cresce o suficiente. O melhor, portanto, seria tentar fazer o contrário: soltar as rédeas para ver se a economia acelera sua expansão.”
Por que é paralisante: O crescimento econômico se deve a uma combinação de fatores: conjuntura internacional favorável, capacidade de inovação tecnológica e gerencial e credibilidade para captar investimentos. Esta última condição, conseqüência de uma política austera, é necessária mas não suficiente. O fato é que a economia brasileira, assim como a de outros países em desenvolvimento, sofreu uma desaceleração com dois grandes solavancos internacionais ocorridos na segunda metade da década de 90 – a crise da Ásia e a da Rússia. Além disso, em que pesem os avanços, ainda estamos longe de ter grandes diferenciais na área tecnológica e gerencial. Se fosse possível crescer por decreto, nenhum governo optaria por não crescer. Achar que é possível fazê-lo leva a dois caminhos. Um, o do desânimo – estamos seguindo uma receita que não comporta nenhum ganho de monta em troca. Outro, o da mudança irresponsável. Continuar a fazer a lição de casa no campo da responsabilidade fiscal e do respeito aos contratos é a única maneira para que o país não só continue a beneficiar-se de crédito internacional e da bonança na conjuntura mundial, como para que consiga construir uma sociedade produtiva do ponto de vista tecnológico, gerencial e intelectual. A maior rapidez desse processo depende em grande parte da redefinição de prioridades no direcionamento de investimentos pesados – e uma dessas prioridades deveria ser a educação, o fator determinante para uma nação como a Coréia do Sul, por exemplo, ter saído do lamaçal do Terceiro Mundo no espaço de duas gerações.

A idéia:
“É preciso ter inflação para que o país cresça em índices razoáveis.”
Por que é paralisante: Apesar da conjunção de crescimento alto e inflação alta nos anos 70, não existe nenhuma teoria econômica que afirme haver uma relação direta entre as duas coisas. Em geral, o país cresce num primeiro momento, depois pára – e fica-se, aí, com o pior dos dois mundos: estagnação e inflação. O crescimento depende de vários fatores, e um deles é justamente o rigor no combate à inflação, que torna a economia previsível, recompensando quem planeja e investe. Desde 1994, com a implantação do Plano Real, o brasileiro – principalmente o mais pobre, que é quem paga a conta da inflação – se acostumou com a estabilidade econômica. Dificilmente um governante que deixe voltar o que antigamente se chamava de “carestia” conseguirá ser reeleito ou fazer o sucessor.

A idéia: “A indústria precisa de subsídios governamentais para desenvolver-se.”
Por que é paralisante: Essa idéia tinha validade nos anos 50, quando o capitalismo brasileiro era incipiente e o Estado começou a drenar grandes recursos para a indústria, deixando de atender às demandas sociais – o governo de Juscelino Kubitschek foi um dos que menos investiram em educação na história brasileira. Defendida por alguns industriais paulistas e economistas da Unicamp, a tal “política industrial” ajudou o país a crescer, mas foi também responsável por criar empresas ineficientes, que cobravam preços altíssimos por seus produtos e serviços. É o tipo de coisa difícil de ter de volta. É mais fácil fazer política industrial numa ditadura. Em uma democracia, seria escandaloso dar dinheiro a empresários quando existem tantas necessidades de educação e saúde a ser atendidas. Além disso, numa era de responsabilidade fiscal e monitoramento de organismos internacionais, é mais complicado endividar o Estado e jogar a conta para as gerações seguintes, como se fazia nos anos 50.

NO TRABALHO

A idéia: “Como meu chefe não gosta de mim, não adianta trabalhar duro porque nunca serei promovido.”
Por que é paralisante: Um pensamento desses pode atrapalhar bastante uma carreira. Problemas de relacionamento com a chefia são comuns. Na maioria dos casos, no entanto, é possível superá-los. Uma avaliação serena da situação permite dizer se é o caso de trocar de empresa ou setor – raramente é – ou de buscar expedientes que ajudem a melhorar o relacionamento com o chefe. O mais recomendável desses expedientes é tornar-se um funcionário ainda mais produtivo, em vez de se lamuriar no cafezinho. Ah, sim, nunca, jamais se deve partir para o caminho da bajulação explícita. Isso só servirá para deixar seu chefe ainda mais irritado.

A idéia: “Nunca vou conseguir subir na carreira porque não sei falar em público. Sempre que começo uma apresentação, alguém sai da sala.”
Por que é paralisante: O fato de alguém sair da sala durante uma apresentação não significa que a culpa seja, necessariamente, de um mau orador. Essa sensação de falar mal em público, no entanto, atrapalha muitas carreiras. Nada que um bom curso de oratória não possa resolver – e cada vez mais empresas pagam aulas desse tipo para seus funcionários.

A idéia: “Não sou capaz de escrever bons relatórios. Até para redigir uma simples carta eu me atrapalho.”
Por que é paralisante: A dificuldade para escrever é comum em profissionais de todas as áreas. Muitas vezes, no entanto, ela é agravada por causa de equívocos. O maior deles é acreditar que chefes esperam peças brilhantes de retórica. Um bom relatório é aquele que é claro e objetivo. Use a ordem direta, não separe sujeito de verbo com vírgula, aprenda a usar crase, economize nos adjetivos, seja parcimonioso nos advérbios, não tenha receio de consultar um dicionário, não tente ter estilo – essas pequenas providências sem dúvida o ajudarão.

NA CULTURA

A idéia: “A indústria cultural sufoca a produção artística do país.”
Por que é paralisante: O país onde a indústria cultural é mais forte se chama Estados Unidos. Lá se produz lixo como em nenhum outro lugar do mundo, mas também é o país do jazz, das grandes orquestras sinfônicas, de clássicos cinematográficos e da melhor literatura. A existência de uma escritora como Danielle Steel é compensada por Norman Mailer e Paul Auster. Em Nova York, o mercado dos grandes musicais da Broadway viabiliza a sobrevivência de artistas que, em projetos paralelos, renovam o teatro alternativo e a música de vanguarda. Erra quem pensa que não adianta fazer música, literatura ou teatro bons porque não vai conseguir espaço nas gravadoras, editoras ou casas de espetáculo. Sempre haverá público para obras de qualidade.

A idéia: “A crítica deve ser sempre construtiva. Um crítico deveria escrever apenas quando tem algo de bom a dizer sobre o que critica.”
Por que é paralisante: É uma idéia típica do Brasil, país onde os críticos tentam ser amigos dos artistas e têm medo de magoá-los. Nenhuma nação culturalmente séria prescinde de uma crítica independente – e dura. Quanto mais exigente ela for, mais elevados os padrões e, conseqüentemente, maior a qualidade dos produtos culturais. O maior crítico de música clássica dos Estados Unidos foi Harold Schonberg, do jornal The New York Times, nos anos 60 e 70. Seus textos exasperavam o regente da Filarmônica de Nova York – que era ninguém menos do que o grande Leonard Bernstein. O resultado de tanta exigência é que hoje o padrão das orquestras americanas supera o das européias (com exceção apenas de Áustria e Alemanha). Quanto a desestimular os jovens, é só ter critério. Schonberg, para ficar no exemplo, voltava seu senso crítico para Bernstein. Não gostava de chutar cachorro morto – outro vício recorrente da crítica cultural brasileira.
(Fonte: Revista Veja – Brasil – 30/3/2005)

Enviado em Filosofia, Idéias | Deixar um comentário »

Vejam essas provas

Publicado por teiversonalves em Março 27, 2007

(e chorem de rir junto com os professores)

Para melhor vizualização das imagens, use o navegador Mozilla Firefox.

Prova de Matemática
matemãtica
mate

Prova de História
hits

Prova de Literatura
lit

Prova de Biologia
bio

Enviado em Cómico, Filosofia, Idéias | 4 Comentários »

Inteligência musical

Publicado por teiversonalves em Março 19, 2007

A inteligência musical é conhecida e valorizada desde os primórdios da humanindade – faltava apenas que lhe dessem um nome. Quem a desenvolve consegue criar, comunicar e distinguir significado nos sons e em suas combinações. A maioria das pessoas aprecia música e esse apreço pode ser cultivado com a prática. Outros têm uma habilidade inata. Desde pequenos podem decodificar melodias e ritmos com maior rapidez do que palavras, números ou imagens. A habilidade musical de Wolfgang Amadeus Mozart parece ter despertado quando ele ainda era um bebê, em Salzburgo, na Áustria, onde nasceu. Filho de um professor de música, recebeu intenso aprendizado em casa e compôs seus primeiros trabalhos aos 5 anos. Adolescente, ele já era concertista requisitado pela nobreza em toda a Europa. Sua genealidade foi manifestada na fartura de sua produção artística e nas inovações que levou para as gerações futuras. Ele compôs em vários gêneros musicais, de sonatas para piano até música de câmera. Seus melhores trabalhos foram as óperas – como a famosa A Flauta Mágica – e as 68 sinfonias que deixou. Ao morrer, com apenas 35 anos, Mozart tinha aplicado sua marca na história da música.
mozart

Teiverson Alves.

Enviado em Filosofia, Idéias, Reggae | 3 Comentários »

“Viver não dói”

Publicado por teiversonalves em Março 17, 2007

No mês de agosto, do ano de 2006, um poeta famoso que eu não conhecia, chamado Emilio Moura completou 100 anos, se vivo estivesse. Ele era amigo de outro grande poeta, o Drummond. Chagaram a mim alguns versos dele, e um em especial me chamou a atenção: “Viver não dói. O que dó é a vida que não se vive”.

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais.
beijos

Bom Final de semana!!

Teiverson Alves.

Enviado em Filosofia, Idéias | 3 Comentários »

Inteligência Linguistica

Publicado por teiversonalves em Março 12, 2007

A inteligência linguistica revela-se na capacidade de comunicar e interpretar o mundo através de palavras. É a inteligência dos escritores e poetas – e também das pessoas que gostam de brincar com rimas e trocadilhos, contar piadas e histórias. O escritor irlandês James Joyce foi dono de uma inteligência linguistica assombrosa, demostrada em suas duas obras primas, os romances Ulisses e Finnegans Wake. Na primeira, cada um dos dezoito capítulos é escrito num estilo literário diferente e é associado a uma cor, a uma arte ou ciência e a um orgão do corpo. Essa combinação de escrita caleidoscópia com uma estrutura de texto formal faz do livro uma das maiores contribuições para a literatura do século XX. Já Finnegans Wake é todo escrito numa linguagem peculiar e obscura, não tem enredo nem personagens convencionais – um primor de originalidade linguistica.
james

Teiverson Alves.

Enviado em Cultura, Filosofia, Idéias | 2 Comentários »