Acho perturbador quando alguém me diz o seguinte: “O sexo para mim é só um complemento do relacionamento…”. Particularmente, eu não acredito nisso. Para mim o sexo é essencial numa relação. Se não há a química perfeita entre os corpos, esquece, não vai dar certo.
Sim, é muito mais prazeroso fazer amor do que fazer sexo. Quando encontramos o companheiro ideal, a cada entrelace de corpos há uma nova descoberta. Um toque sutil faz toda a diferença. A emoção do contato é mais intensa. Entregamos não só o nosso corpo ao ser amado, mas também libertamos nossa alma. Unidas, nossas almas proporcionam aos nossos corpos físicos momentos de intenso prazer.
Mas há um paradoxo. Com o tempo, a relação sempre corre o risco de cair numa rotina sufocante. Já não há mais motivos para a sedução. Os compromissos do dia a dia sufocam nossos desejos. E nossa intimidade acaba ficando insuportável.
Muitas vezes acontece de um de nós manter intacto o desejo intenso do sexo com amor, mas a outra parte mostra-se frígida, indiferente. Nessas horas, mais do que nunca, a única solução volta a ser o diálogo aberto e sincero. Você tem que dizer ao seu companheiro o que está acontecendo e o que está afetando a intimidade do casal. Juntos devem buscar uma solução; maneiras criativas de se cativar a libido do ser amado.
Dê um trato no seu visual. Compre ou alugue filmes eróticos e deixe fluir suas fantasias. Crie um clima para os momentos de prazer. Velas, incensos, músicas suaves, roupas especiais e a criatividade deve imperar neste momento especial.
Ouça o seu companheiro. Pergunte a ele qual sua fantasia mais secreta. Satisfaça-o sem receios ou medos. Diga a ele o que você tem vontade de fazer ou experimentar no sexo. Ousem, superem os seus limites, sempre dentro do respeito e do bom senso.
Na intimidade de um casal tudo é permitido. Entre quatro paredes tudo deve ser feito para a satisfação plena de ambos. Os dois merecem o máximo de prazer, mas com equilíbrio e harmonia.
Mudando o foco da questão, mas mantendo o mesmo espírito. Se você está sozinho por opção e adora viver suas experiências sexuais sem compromisso com sentimentos ou envolvimentos afetivos, vá em frente!
Mas, além de se cuidar no que se refere ao lado saúde – camisinha sempre! – , o mais importante é cuidar da sua cabeça e do seu bom senso.
Se você é adepto do sexo aberto, mudando freqüentemente de parceiro a cada final de semana, procure ao menos ser mais seletivo. Busque qualidade ao invés da quantidade. Mantenha um ou alguns parceiros fixos que estejam na mesma afinidade sexual com você.
Não importa se você curte um ou mais caras tudo ao mesmo tempo agora. O que importa é saber se entregar e valorizar o seu parceiro e a relação íntima de vocês.
Respeitar a si mesmo e respeitar quem você transa é fundamental. Se isso ocorre, o sexo acontece mais solto, mais prazeroso. Sem cobranças futuras, sem promessas. Deve-se imperar a amizade e o prazer, sem neuras ou paranóias. Olá Joãozinho, tá afim de uma boa foda hoje à noite? Sim, Mariozinho, tô afim. Pronto, curta ao máximo (claro, desde que você ao menos conheça bem a pessoa em questão).
Se o que rola é sexo grupal ou sexo “diferente” (fetiches), busque sua tribo através da internet ou de locais que você freqüenta. Conheça as pessoas reais e jogue limpo com elas. Se as afinidades íntimas realmente forem compatíveis, forme teu grupo e curta ao máximo os prazeres que todos podem proporcionar a todos.
Voltando ao casal apaixonado, a única coisa que não deve rolar, em hipótese alguma, é a traição sexual – a famosa “escapada”. Lembre-se que ao trair seu companheiro, você não está somente cometendo um ato “imoral”, mas sim estará havendo a falta do respeito e da confiança – ítens primordiais em qualquer tipo de relação. Confesse: você gostaria de descobrir que o teu cara tem outro na parada? Não, ninguém gosta disso.
Então, se o diálogo não funcionar, se as tentativas de se quebrar a rotina não surtirem efeito, se com o passar do tempo a força do amor e da amizade não for capaz de reverter essa situação, de duas alternativas há somente uma escolha: ou você abdica do sexo em prol dessa união; ou você parte para outra, sendo ao menos honesto para com seu companheiro e libertando-o para que ele também tenha a chance de um recomeço com um outro alguém. Pode parecer frio e calculista, mas acredite, o amor muitas vezes está no ato de deixar o ser amado livre para que ambos tenham as mesmas chances de encontrar o perfeito complemento. Não existe amor egoísta.
