Quem não sabe pensar acredita no que pensa.

Quem sabe pensar desconfia do que pensa, e põe-se a repensar…

Posts de Abril, 2007

Projetos Brilhantes (Parte 1)

Publicado por teiversonalves em Abril 30, 2007

Depois de 4 horas pesquisando no site do congresso nacional, procurando projetos de leis que estão em pauta para serem votadas pelo nosso congresso. Trabalho árduo mas prazeroso, dá pra se divertir um bucado. Veja a brilhante intelectualidade de nossos políticos.. competentes, os rapazes…

Autor: Edigar Mão Branca – PV/BA.
Dispõe sobre o uso facultativo de chapéu em estabelecimentos público e privado. (Realmente uma lei que veio para mudar as nossas vidas, esse país tem futuro!)

Autor: Arnaldo Faria de Sá – PTB/SP.
Institui o Dia Nacional do Despachante Documentalista.
(Eu nem memso sei o que vem a ser um Despachante Documentalista. Mas imagina se formos criar dia nacional para cada coisa que exista. Iriamos ter de aumentar o calendário. Que tal o “Dia Nacional Dos Manobristas de Carros”?)

Autor: José Guimarães – PT/CE.
Proibe a venda de balas, doces, refrigerantes, sucos artificiais, salgadinhos industrializados, salgados fritos, pipocas industrializadas e alimentos com gordura vegetal hidrogenada. (Querem que as crianças comam o que? Beringela com rúcula? Vossa excelência não teve infância?)

Autor: Dr. Ubiali – PSB/SP.
Determina que o modelo de uniforme nas escolas públicas e privadas incluam o calçado como parte obrigatória do uniforme. (Agora é lei, finalmente! Menino descalço é incapaz de raciocinar, sabecomé? Até me lembra daquela música do Zé Ramalho: “Minha filha inocente vem pra mim toda contente/ Pai vou me matricular / Mas me vem um cidadão: “Criança de pé no chão aqui não pode estudar”.)

Autor: Djalma Berger – PSB/SC.
Antecipa feriados para a segunda-feira, excluindo as datas de comemoração do Natal, Ano Novo, Independência do Brasil, Sexta-Feira Santa e Corpus Christi. (Ou seja, domingo de Páscoa agora será segunda de Pascoa. Dia dos pais também não será mais no 2º domingo de junho, e sim na 2ª segunda-feira.)

Autor: Charles Lucena – PTB/PE.
Proibe a realização de provas de concursos entre o pôr-do-sol das sextas-feiras e o pôr-do-sol dos sábados, em observância ao princípio da liberdade de credo. (Se for assim, proibamos as provas em todos os dias da semana, pois de tantas religiões que existem por aí, certamente alguma delas possuem ritos às segundas, os RareCrishnas (ou sei lá como escreve) possuem rituais as sextas feiras etc.)

Autor: Aldo Rebelo – PCDOB /SP
VISANDO CONSTRUIR UM CAMPO DE FUTEBOL A CADA 1000 LOTES E A CADA 1000 UNIDADES HABITACIONAIS. (Nem comento…)

Próxima parte haverá mais projetos interessantes. Aguarde.

Sem falar da mídia que nos corrói.
redeglobo
Sorria! Você está sendo manipulado!

Enviado em Política | Deixar um comentário »

Sementes de Felicidade

Publicado por teiversonalves em Abril 28, 2007

Fuja da crítica. A crítica destrutiva oprime mais quem critica do que o criticado. Reflita bem. Procure colocar-se no lugar do outro e nas mesmas condições. Talvez você agisse da mesma forma ou até pior. Entenda. Busque elogiar sempre. O elogio modifica para melhor, engrandece, satisfaz. Quando não puder elogiar, faça silêncio.

Bom Final de semana!

Enviado em Idéias | Deixar um comentário »

Distinção Entre o Conhecimento Puro e o Empírico

Publicado por teiversonalves em Abril 27, 2007

Não se pode duvidar de que todos os nossos conhecimentos começam com a experiência, porque, com efeito, como haveria de exercitar-se a faculdade de se conhecer, se não fosse pelos objetos que, excitando os nossos sentidos, de uma parte, produzem por si mesmos representações, e de outra parte, impulsionam a nossa inteligência a compará-los entre si, a reuni-los ou separá-los, e deste modo à elaboração da matéria informe das impressões sensíveis para esse conhecimento das coisas que se denomina experiência?
No tempo, pois, nenhum conhecimento precede a experiência, todos começam por ela.
Mas se é verdade que os conhecimentos derivam da experiência, alguns há, no entanto, que não têm essa origem exclusiva, pois poderemos admitir que o nosso conhecimento empírico seja um composto daquilo que recebemos das impressões e daquilo que a nossa faculdade cognoscitiva lhe adiciona (estimulada somente pelas impressões dos sentidos); aditamento que propriamente não distinguimos senão mediante uma longa prática que nos habilite a separar esses dois elementos.
Surge desse modo uma questão que não se pode resolver à primeira vista: será possível um conhecimento independente da experiência e das impressões dos sentidos?
Tais conhecimentos são denominados “a priori”, e distintos dos empíricos, cuja origem e a “posteriori”, isto é, da experiência.
Aquela expressão, no entanto, não abrange todo o significado da questão proposta, porquanto há conhecimentos que derivam indiretamente da experiência, isto é, de uma regra geral obtida pela experiência, e que no entanto não podem ser tachados de conhecimentos “a priori”.
Assim, se alguém escava os alicerces de uma casa, “a priori” poderá esperar que ela desabe, sem precisar observar a experiência da sua queda, pois, praticamente, já sabe que todo corpo abandonado no ar sem sustentação cai ao impulso da gravidade. Assim esse conhecimento é nitidamente empírico.
Consideraremos, portanto, conhecimento “a priori”, todo aquele que seja adquirido independentemente de qualquer experiência. A ele se opõem os opostos aos empíricos, isto é, àqueles que só o são “a posteriori”, quer dizer, por meio da experiência.
Entenderemos, pois, daqui por diante, por conhecimento “a priori”, todos aqueles que são absolutamente independentes da experiência; eles são opostos aos empíricos, isto é, àqueles que só são possíveis mediante a experiência.
Os conhecimentos “a priori” ainda podem dividir-se em puros e impuros. Denomina-se conhecimento “a priori” puro ao que carece completamente de qualquer empirismo.
Assim, p. ex., “toda mudança tem uma causa”, é um princípio “a priori”, mas impuro, porque o conceito de mudança só pode formar-se extraído da experiência.

Enviado em Filosofia, Idéias | 1 Comentário »

Nietzsche e a História

Publicado por teiversonalves em Abril 27, 2007

Nietzsche rompeu com a relação entre a Filosofia e a História que havia sido estabelecida por Hegel, entendida esta última como uma crônica da racionalidade. Considerava que “o excesso de história” parecia “hostil e perigoso à vida”, limitador da ação humana, inibindo-a. Devia-se ousar, avançar perigosamente para o ilimitado, porque a racionalização histórica levava o homem a “perder-se ou destruir seu instinto fazendo com que ele não ouse soltar o freio do ‘animal divino’ quando a sua inteligência vacila e o seu caminho passa por desertos. O indivíduo torna-se então timorato e hesitante e perde a confiança em si…” terminando por fazer com que “a extirpação dos instintos pela história transforma os homens em outras tantas sombras e abstrações.”

Em busca do super-homem

A idéia da necessidade da formação de uma nova elite – não contaminada pelo cristianismo e pelo liberalismo – e que ao mesmo tempo os transcendesse, acometeu Nietzsche desde muito cedo. Pode-se dizer que já pensava assim nos seus tempo do internato em Pforta. Já naquele tempo mostrou-se obcecado pela formação de uma seleta falange intelectual responsável pela transmutação de todos os valores, cuja obrigação e dever maior era a proteção de uma cultura superior ameaçada pela vulgaridade democrática.
nie

Instinto contra a Razão

Nietzsche recolocou claramente o confronto outrora posto pelos românticos quando opunham os instintos – geralmente entendidos como uma manifestação da pureza e autenticidade humana – à razão, símbolo do utilitarismo cinzento e materialista.

Opunha-se, como conseqüência, à idéia de que os acontecimentos históricos ensinavam os homens a não repeti-los, defendendo a teoria do eterno retorno, de remota inspiração na filosofia pitagórica e na física estóica, que compreendia a aceitação de periódicas destruições do mundo pelo fogo e seu ressurgimento. Desta forma, não só tudo poderia acontecer novamente como tudo poderia ser tentado outra vez.

Nietzsche como Anticristo

O ataque direto que Nietzsche desencadeou contra o cristianismo radicalizou-se com o seu “O Anticristo” mas foi inicialmente exposto na A genealogia da moral. Argumentou que a ética cristã era uma moral de escravos, de gente fraca e vil que havia, através do cristianismo, desvirilizado o espírito senhorial e dominante dos aristocratas. A origem desse processo, segundo Nietzsche, remontava à aos tempos da Palestina ocupada pela raça romana, raça de senhores. Os judeus, impotentes em poder livra-se deles, terminaram por aperfeiçoar a psicologia do ressentimento provocando uma inversão dos valores. Tudo aquilo que era “débil”, “humilde”, “medíocre”, eles apresentaram como “bom”, enquanto palavras tais como “nobreza’, “honra”, “valor”, foram vistas como “mal”. O resultado desse trabalho de sapador, feito por séculos de pregação cristã, foi o enfraquecimento das energias vivificantes da sociedade ocidental, especialmente das suas elites, na medida em que o “doentio moralismo ensinou o homem a envergonhar-se de todos os seus instintos”.

Nietzsche disse que nós vivemos a mesma vida eternamente, que tudo que nós estamos fazendo nós já fizemos milhões de vezes e iremos fazer pela eternidade. Para sempre iremos conhecer as mesmas pessoas, fazer os mesmos erros e etc… Isso é por que, segundo ele, o tempo é infinito mas a matéria é finita. E eu ainda considero isso uma forma de prolongar a vida.
nietzsche

Enviado em Filosofia, Idéias | 3 Comentários »

Conceito e Natureza da Filosofia

Publicado por teiversonalves em Abril 23, 2007

A Filosofia não só tem história, mas consiste nesta própria história. Se pretendêssemos defini-la, verificaríamos que a definição jamais poderia compreender ou abranger todo o definido, que por ser um processo que transcorre no tempo, mostra-se refratário a qualquer tentativa de imobilização no seu conceito. O filósofo pensa, situa-se no interior da própria história quando conclui a construção do sistema ou elaboração de sua doutrina.

As diversas doutrinas filosóficas constituem momentos sucessivos e abrangentes de um processo único: com todas as conquistas filosóficas o homem não pára de abordar temas e problemas que sempre preocuparam o espírito humano. As diversas filosofias nas diferentes épocas apresentam características comuns do pensamento humano. É uma seqüência inexorável de um processo que implica os momentos anteriores e torna possível pensar os momentos subseqüentes.

Antes de falarmos da Filosofia propriamente dita, cabe meditar um pouco no sentido popular da filosofia como um princípio orientador dos indivíduos que lhes permite unidade nas ações e na conduta. A priori, a Filosofia se debruça sobre a necessidade humana de compreender melhor a vida, meditar a própria vida para melhor poder viver.

Por sua natureza intrínseca, induzido e conduzido por razões imanentes, como a dúvida, a incerteza e o desespero o homem não consegue eximir-se de atitudes filosóficas, ou seja, interroga-se sobre si mesmo e sobre o sentido de sua existência, sua razão de ser.

Em crise existencial ou na euforia da vida, alguém que começa a indagar sobre o porquê da própria vida, está começando a filosofar, isto é, tendo uma atitude filosófica. A atitude filosófica nos mergulha num mundo espetacular, terrível e fantástico ao mesmo tempo: a busca da sabedoria e da verdade.

Uma iniciação à Filosofia visa despertar uma atitude crítica e de avaliação, para chegar a uma consciência mais clara e respeitável quando tiver que optar entre uma infinidade de possibilidades. Quem inicia-se na Filosofia já não pode encarar os problemas do homem e seu mundo com uma atitude simplista de aceitação ou negação. Ele assume a responsabilidade de descobrir as intenções que levam ao questionamento e mudar a realidade pelo fato de interpretá-lo.

A atitude filosófica empenha-se em conhecer o mundo para transformá-lo a fim de restaurar a harmonia e a unidade no pensamento e na própria realidade da existência humana. Ter uma atitude filosófica quer dizer que estamos utilizando o raciocínio fundamentado e lógico, tendo uma visão crítica e adulta da realidade e convicções sustentadas.

Em todos os tempos a Filosofia tenta interpretar o mundo e entender e transformar o homem, isto é, todo tema importante é assunto de preocupação filosófica à procura da verdade.

Conceituação

A Filosofia é um modo de pensar, é uma postura diante do mundo. A filosofia não é um conjunto de conhecimentos prontos, um sistema acabado, fechado em si mesmo. Ela é, antes de mais nada, uma prática de vida que procura pensar os acontecimentos além de sua pura aparência. Pode pensar a ciência, seus valores, seus métodos, seus mitos; pode pensar a religião; pode pensar a arte; pode pensar o próprio homem em sua vida cotidiana.

A Filosofia tem, de início, um caráter negativo, na medida em que começa colocando em questão tudo o que sabemos (ou que pensávamos saber). Por outro lado, tem também um caráter positivo que se revela na possibilidade de transformar os valores e as idéias predominantes que, a partir do momento em que são questionados, podem ser modificados. O lado positivo da postura crítica da Filosofia consiste na possibilidade de construir novos valores e idéias. Mas não resta dúvida de que essas novas formas de pensar, num segundo momento, serão também colocadas em dúvida e questionadas.

Compreendida como pensamento crítico, a Filosofia é uma atividade constante, um caminho a ser percorrido, constituído, sobretudo por perguntas que são mais essenciais do que as suas possíveis respostas. Por sua própria natureza, a filosofia transforma cada resposta em uma nova pergunta, na medida em que o seu papel é questionar e investigar tudo o que é pressuposto ou simplesmente dado. Por isso, costuma-se dizer que as perguntas, para o filósofo, são mais importantes do que as respostas. Essas características são:

1. perguntar ‘o que’ a coisa, ou o valor, ou a idéia, é. A filosofia pergunta qual é a realidade ou a natureza e qual é a significação de alguma coisa, não importando qual;

2. perguntar ‘como’ a coisa, a idéia ou o valor, é. A Filosofia indaga qual é a estrutura e quais são as relações que constituem uma coisa, uma idéia ou um valor;

3. Perguntar ‘por que’ a coisa, a idéia ou o valor, existe e é como é. A Filosofia pergunta pela origem ou pela causa de uma coisa, de uma idéia, de um valor.

As perguntas da Filosofia se dirigem ao próprio pensamento. Ela torna-se, então, o pensamento interrogando-se a si mesmo. Com essa volta do pensamento sobre si mesmo, a Filosofia realiza-se como reflexão.

Para Marilena Chauí a reflexão significa movimento de volta sobre si mesmo ou movimento de retorno a si mesmo. A reflexão é o movimento pelo qual o pensamento volta-se para si mesmo, interrogando a si mesmo para conhecer-se, para indagar como é possível o próprio pensamento.

A Filosofia é mais do que um refletir. Ela é refletir sobre o refletir. A Filosofia surge quando a própria capacidade de refletir é posta em questão, quer dizer, refletimos sobre o refletir, quando queremos saber como adquirimos conhecimentos, ou se sabemos realmente aquilo que supomos saber. Por isso que, para Sócrates, o ponto de partida do filosofar é o reconhecimento da própria ignorância. A afirmação “só sei que nada sei” só pode ser feita por alguém que já exerceu uma autocrítica, que já se debruçou sobre as bases de seus conhecimentos e os avaliou de modo adequado.

A reflexão filosófica questiona:

1. os motivos, as razões e as causas de pensarmos o que pensamos, dizermos o que dizemos e fazermos o que fazemos;

2. o conteúdo ou o sentido do que pensamos, do que dizemos ou fazemos;

3. a intenção e a finalidade do que pensamos, dizemos ou fazemos.

Marilena Chauí: “A Filosofia não é um “eu acho que” ou um “eu gosto de”. Não é pesquisa de opinião à maneira dos meios de comunicação de massa. Não é pesquisa de mercado para conhecer preferências dos consumidores e montar uma propaganda”.

A Filosofia trabalha com enunciados preciosos e rigorosos, busca encadeamentos lógicos entre os enunciados, opera com conceitos ou idéias obtidas por procedimentos de demonstração e prova, exige fundamentação racional do que é enunciado e pensado.

Ao contrário do saber científico, a Filosofia dirige um olhar crítico a qualquer hipótese ou princípio (inclusive sobre si mesma). Não aceita nenhuma afirmação ‘porque sim’, mas porque revisa e discute, em cada caso, as razões que pretendem justificá-las. Em filosofia, qualquer afirmação é suscetível de reflexão e revisão. Em cada caso será preciso explicitar e debater hipóteses, conseqüências, implicações. É assim que se manifesta seu caráter essencialmente crítico

O filósofo não tem respostas prontas, elaboradas para os questionamentos. Ao contrário, quem filosofa questiona, duvida, indaga, suspeita, abre novos caminhos, interroga, levanta suspeita para provocar reflexões, à procura de uma melhor forma de viver e em busca da vida feliz.

O olhar crítico da Filosofia torna visível o que está oculto nos modos de agir e pensar em meio aos quais estamos desde sempre inseridos e, por conseguinte, possibilita que eles sejam questionados, avaliados e transformados. Nossos modos de pensar e agir só podem ser modificados se forem antes questionados, se tiverem sua legitimidade e seus limites de validade postos em questão, isto é, se forem criticados.

A Filosofia ocupa-se cada vez mais com as condições e os princípios do conhecimento que pretenda ser racional e verdadeiro; com a origem, a forma e o conteúdo dos valores éticos, políticos, artísticos e culturais; com a compreensão das causas e das formas da ilusão e do preconceito no plano individual e coletivo; com a transformação histórica dos conceitos, das idéias e dos valores; volta-se, também, para o estudo da consciência em suas modalidades de percepção, imaginação, memória, linguagem, inteligência, experiência, comportamento, reflexão, vontade, desejo e paixões, procurando descrever as formas e os conteúdos dessas modalidades de relação entre o ser humano e o mundo.
filosofia

O caminho aberto pela Filosofia, portanto, é marcado, sobretudo por debates e controvérsias, e não por unanimidades e certezas. O método é a discussão das teorias propostas para resolver os problemas, a formulação de argumentos e a análise dos argumentos apresentados para atacar e defender essas teorias. Agora podemos ver com clareza por que filósofos diferentes podem oferecer definições tão diferentes da Filosofia, e também por que as investigações filosóficas são freqüentemente inconclusivas: o problema de definir a si própria, assim como o fato das suas investigações não chegarem a resultados universalmente aceitos, indica algo da própria essência da Filosofia – seu caráter crítico.

A verdade do mundo e dos humanos pode ser conhecida por todos, através da razão, que é a mesma em todos. A Natureza segue leis necessárias que podemos conhecer, mas nem tudo é possível por mais que queiramos. Tais conhecimentos dependem do uso correto da razão ou do pensamento.

“A mente é o homem, e o conhecimento é a mente; um homem é apenas aquilo que sabe”. (Francis Bacon). O homem é o senhor da natureza à medida que, conhecendo suas leis, pode adaptá-las às suas necessidades. Podemos transformar a natureza, porém nunca conseguiremos modificar suas leis, por esta razão, não é possível comanda-la sem obedecer suas referidas leis.

Conclusão

Dizer que a Filosofia não se caracteriza em função de um setor determinado de objetos não significa que ela não tenha objetos no sentido de temas com os quais ela se ocupa. Os conceitos fundamentais utilizados nas diferentes ciências, nas artes, e até mesmo na nossa vida cotidiana são estudados pela Filosofia. Por isso, costuma-se dizer que a Filosofia é o estudo dos primeiros princípios, isto é, princípios a partir dos quais outros saberes são fundamentados ou justificados.

Pretender esvaziar a importância da reflexão filosófica porque depois de 2500 anos os filósofos não chegaram ainda a conclusões definitivas é desconhecer a natureza dos problemas com os quais a filosofia lida. O fato de não se ter até hoje um conceito definitivo de justiça, por exemplo, não pode nem tornar dispensável a busca por tal conceito nem diminuir a importância desse problema. É verdade que muitos dos problemas debatidos hoje são os mesmos que eram discutidos na antiga Grécia. Mas é um erro pensar que tais problemas estão, hoje, no mesmo ponto em que estavam no primeiro momento em que foram colocados. Afirmar que não é possível saber o que é a Filosofia porque os filósofos não apresentam uma única definição do seu próprio objeto de estudo é desconhecer a característica comum que costura toda a investigação filosófica, desde a Antigüidade grega – o caráter crítico.
filo

Enviado em Filosofia | 1 Comentário »

Evidências de que a terra não tem bilhões de anos?

Publicado por teiversonalves em Abril 17, 2007

Tire sua conclusão e divulgue no blogue.

Achei o video muito interessante, onde se mostra com muita habilidade a defesa de um pensamento. Como não sou especialista em geologia ou química, confesso não ter agora capacidade de contra argumentar o vídeo. Portanto, a minha primeira impressão é de achar até mesmos plausível que o carvão mineral e o petróleo possam ser formados em pouco tempo. Se fabrica até mesmo diamante em laboratório.
Entretando, conforme a ciência, pelo método científico (“cético”), analiza os afatos e tira suas conclusões; enquanto que as pessoas com uma idéia pré-formada em entender o mundo, tentam achar fatos que sustentam a sua crença. Quando digo em idéia pré-formada, me refiro à idéia divulgada por outro método que não seja o científico, isto é, por um livro sagrado, por exemplo.

No caso deste vídeo, o que se percebe é o questionamento de todo um conceito muito bem estabelecido na ciência oficial, baseando-se nos experimentos desses pesquisadores. A explicação do movimento dos continentes foi possivelmente o ponto mais fraco do vídeo (aos meus olhos). Achei muito forçada.
Para se explicar o dilúvio em si, deve-se considerar muitos outros aspectos não abordados, inclusive a resistência das plantas a submersão em água, e não acho que um trabalho focando dados unicamente geológicos e mineralógicos sejam suficiente para derrubar todo um conceito muito bem aceito pela Ciência.
Os pesquisadores do vídeo mostraram nítida intensão em corroborar o que está escrito na Bíblia (um dos muitos livros sagrados do mundo), com seus dados (e suas idéias). E Ciência não se faz corroborando idéias formadas, e sim tirando conclusões do que é observado em experimentos dentro do método científico.

Inquisição é uma palavra um tanto quanto forte:
Uma idéia pode ser defendida, ao meu ver, utilizando-se duas ferramentas, não mutuamente exclusivas:
1- Informações técnicas e lógicas: é onde se explica por A + B como se chega a conclusão a ser defendida. Obviamente que explicar para o público coisas simples, que exige poucas informações técnicas, é muito mais fácil e convincente que explicar algo extremamente complicado, que exige anos de estudo e vários conceitos técnicos devidamente amadurecidos, por parte do público.
2- Retórica: é a habilidade de se comunicar, por parte do orador. É quando o orador advoga as suas idéias, sabe enchergar a situação do público e sabe manobrar todo mundo para conseguir a credibilidade necessária para implantar as suas idéias.

Eu costumo dar crediblidade às idéias defensáveis pelo método 1 aqui descrito. Gosto de correr atráz da literatura específica, de entender um monte de conceitos e de tirar as minhas conclusões. Apezar dos cientistas serem humanos, de errarem, de muitos serem mau intencionados, orgulhosos, “donos da verdade” e por aí vai; vejo no método científico algo muito mais confiável, em relação a origem de tudo, que pode ser o mesmo método da Bíblia por exemplo, no entanto com nominações diferentes, as quais são complicadas de entender com a parte cientifíca. Isso é uma opinião pessoal minha.
Agora, dizer por termos fortes que existe uma inquisição, passando a mensagem que na ciência existe um monte de mentiras, e etc. é muito mais retórico do que técnico, e por isso não dou credibilidade. Acho esse tipo de pensamento preconceituoso com a ideologia alheia, com um misto de revolta, e por isso que sou pé atráz com argumentos defendidos com muita retórica, porém com pouca coerência técnica.

Vejo que o cético analisa os fatos e tira conclusões.
O crente tem as conclusões e procura os fatos pra corroborá-la.

Como foi afirmado no início do texto.

No entanto, percebo que o melhor mesmo é acreditar em Deus e viver com simplicidade e humildade. Essas dúvidas só nos afasta da realidade em que vivemos.
Paz a todos.

Enviado em Cotidiano, Filosofia, Idéias, Video | Deixar um comentário »

Pensamento 360º

Publicado por teiversonalves em Abril 17, 2007

Será que o mundo hoje teria a capacidade de entender os diferentes pontos da vida? Ou os diferentes modos de pensar? Fica difícil quando não se vive em uma sociedade onde todos respeitem a sua escolha, onde os seres são baseados em fatos que muitas vezes não são verdadeiros e  deixa-se persuadir por vários fatores que não são suas idéias próprias.

As vezes a percepção de novas coisas vem da direção que você leva os fatos ocorridos, vivemos num sistema onde tudo é feito de probabilidades.

Mas o ponto chave é ter um pensamento diferenciado, o que nos leva muitas vezes a ser excluído de certo modo por uma sociedade ignorante que não tem uma visão de 360° graus nos acontecimentos, onde está a verdadeira inteligência do ser humano? Dizemos ser seres superiores aos animais (cobra, Leão..) e ainda não descobrimos a formula da felicidade plena.

Somos seres tão ignorantes que não pudemos ainda estabelecer uma comunicação entre humanos e natureza, vivemos em conflitos com nós mesmos e achamos ainda sermos inteligentes. Infelizmente nem ao menos a paz encontra-se em nosso meio.

Se eu colocasse pra ser analisada uma probabilidade de que a lua fosse um sol apagado? Quantas pessoas se colocariam contra tamanha idéia? Quantas me chamariam de louco? É fácil encontrar defeitos e mais fácil ainda ser estapafúrdio.

Deixar fluir conhecimentos é uma coisa pra poucos, mas nós temos que aprender a dar espaço a ele, que é o caminho para um mundo melhor.

Então não copie, deixe fluir, não apenas olhe, mas enxergue, o mundo só será melhor quando olharmos de cima, quando vir a terra numa visão única em 360° graus.  

360

Texto de Thiago (T-Ex), grande parceiro! ^^

Enviado em Filosofia, Idéias | 2 Comentários »

Desabafo!

Publicado por teiversonalves em Abril 16, 2007

Sim, já me chamaram de anti-social, de excluído, e até me falaram que eu procuro me afastar das pessoas…
Não sei se eu sou louco (não faltava gente pra me dizer isso), no entanto, sabia que não era, só precisei fechar os olhos para entender isso, mas nesses últimos meses de perdas de amizades, entre outras pessoas, venho reparando em certas coisas que me deixam realmente intrigado… Será que realmente as pessoas são elas mesmas?
Quero dizer, hoje, numa escola, se você é considerado um nerd, ou qualquer outro tipo de pessoa que não beba ou fume excessivamente e que não ouça Punk, pagode e “música” eletrônica, não use um boné ridículo da nike (quando não um cabelo embatumado de gel fazendo um porco-espinho), um tênis homogeneamente ridículo de 12 molas, não saiba dirigir o carro dos pais com 12 anos e saia por ai comendo todas as minas vacas que tem na escola (que geralmente são a maioria, senão todas), que também fumam e bebem, ouvem funk, pagode, rock e “música” eletrônica, usam um decote quase até o umbigo (de fora) que é enfeitado com um piercing de doer o olho, e usam calça jeans pra dentro de uma bota mais do que ridícula (o que as faz parecer generais de exército), e tiram fotos com as amigas com legendas enormes no orkut com muitAs letraS quE altErnAm enTre maiÚsculO e MiNúSculO, recheadas da mais delicada falsidade e mentira, que dizem “eu te amo” umas pras outras tão freqüentemente quanto ficam bêbadas (mas tratam outras pessoas como se fossem lixo), mas na verdade brigam muito, por causa dos garotos descritos acima (sexo)… Ficam alguns dias sem se falar, e de repente uma liga pra outra, diz “Desculpa, eu estava errada” e tudo fica bem e elas voltam a trocar eu te amo’s como se fosse uma moeda de troca em depoimentos do orkut…
Bom, se você não se encaixa no perfil acima provavelmente você não é uma pessoa muito social (não no ponto de vista da gentalha ai em cima), lógico, afinal quem manda é a maioria.
Mas uma coisa que eu acho insólito é como certas pessoas são flexíveis quanto aos seus gostos e ao seu jeito de ser, sem personalidade, influenciadas por outras pessoas, que vão pelo caminho que acham certo, sem saber que nem sempre o que parece certo é o certo, podendo mudar de metaleirinho(a) aspirante a Bruce Dickinson, para uma pessoa que acha (ou gostaria de achar) que tudo de agora é uma bosta, e que vive apenas do revival, dos clássicos dos clássicos em uma questão de uma semana ou menos…
Ou quando você adquiriu muita confiança em um de seus melhores amigos, e de repente, quando aparece um bando de manos da quebrada, ele misteriosamente para de falar com você no fim de semana, daí quando você vê, ele está com uma bola de praia cortada pela metade com uma aba na cabeça, uma camiseta regata de basquete onde cabe todos os outros manos da roda, uma bermuda 3 vezes o tamanho dele caindo quase até os joelhos e com o que me parece monte de correntes, tantas que ele parece levemente inclinado para frente, pesadamente americanizado, não sei porque não vai pro EUA logo então…
E pronto, assim acaba uma amizade nos tempos modernos, isso pode ser comparado àquelas cavernas congeladas, onde cada centímetro de gelo demorou centenas de anos para ser solidificada, e de repente vem alguém e quebra vários metros desse gelo com apenas uma martelada em alguns segundos. Aquela coisa do homem destruir em minutos uma coisa que a natureza demorou centenas de anos para criar…
Pois é, essa é minha vida social…
Mas ainda tenho amigos “fiéis” até que provem o contrário (como contado antes).
Este é um pequeno desabafo de alguém que, quando criança, tentou desesperadamente se encaixar na turminha dos garotinhos que jogavam futebol muito bem, sabiam de cor o nome de todos os jogadores de seus times e dos times dos outros, que contavam suas experiências de primeiros beijos com as garotinhas, e batiam e assustavam outras crianças (eu, uma delas). Que punham apelidos maldosos e constrangiam algumas crianças, por terem o pai gordo ou por terem qualquer tipo de semelhança física com algum personagem cômico. Mas é claro, um professor acha isso a coisa mais natural nas crianças, “Faz parte do crescimento deles!”. Crianças também não nascem racistas, aprendem com o que a gente ensina, ser um traumatizado ou complexado por essas experiências também faz parte da nossa vida, mas devemos crescer e viver como se nada tivesse acontecido, pois afinal é coisa de criança!

No entanto, o ideal mesmo é viver como foi dito no comentário coerente e feliz de Amanda Uthenka, minha psicológa de msn: “Rir muito e com freqüência; ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto das crianças; merecer a consideração de críticos honestos e suportar a traição de falsos amigos; apreciar a beleza, encontrar o melhor nos outros; deixar o mundo um pouco melhor, seja por uma saudável criança, um canteiro de jardim ou uma redimida condição social; saber que ao menos uma vida respirou mais fácil porque você viveu”. Ae sim conseguiremos chegar ao transcedental, e encontrar a alegria mais bela e simples de todas, e não os prazeres que esse mundo nos propociona, óbviamente, que falo das coisas supérfluas… ^^

Será que há tempo ainda para proteger isso? e preservar essa vida como Deus criou?

desabafo!

Sim!! Um dia ela acontece. ^^

Enviado em Idéias | 2 Comentários »

Seu relógio está certo?

Publicado por teiversonalves em Abril 16, 2007

Os pontuais que me desculpem, mas a resposta para a pergunta acima é não. Mesmo que você tenha acertado os ponteiros hoje pela manhã. isso porque o tempo é um conceito bem mais abstratos do que imaginamos. Para regular os relógios no mundo, o Internacional Bureau of Weights and Measures (Escritório Internacional de Pesos e Medidas), adotou em 1975 o UTC (Coordinated Universal Time – algo como “tempo coordenado universal”) como escala de tempo. Só que o UTC – uma fusão entre o tempo atômico e o tempo de rotação da terra – não é 100% preciso.

“A terra, por diversos motivos, mas principalmente por causa da energia que as marés roubam da rotação, está girando mais devagar”., diz Luiz Nunes de Oliveira, professor do Instituto de Física de São Carlos, da USP. Por isso, de tempos em tempos é preciso fazer um acerto: atrasa-se o relógio atômico em 1 segundo para que ele fique afinado com o tempo de rotação do planeta. Só que, entre um reparo e outro, os relógios atômicosacabam ficando um pouco adiantados, porém nunca mais que 1 segundo. Isso é pouco para nós, mas para setores que dependem da precisão dos relógios o desencontro de 1 segundo pode ser fatal. É o caso dos satélites, que num espaço de alguns instantes enviam e recebem toneladas de informações de um continente para outro. Até agora ninguém conseguiu encontrar a fórmula mágica para sincronizar os ponteiros. Enquanto isso, o tempo continua passando.

relógio

Enviado em Cotidiano | 1 Comentário »

Acorde pra vida!

Publicado por teiversonalves em Abril 15, 2007

Encontre você em você e o viver será mais pleno e consciente. Muitos passam a vida correndo atabalhoadamente, realizando um mundo de afazeres, buscando outros tantos, numa tentativa de preencher suas existências, porém, não sabem eles que essa é uma fuga de si mesmos. Amedrontados, atemorizados por encontrarem-se consigo na próxima esquina, inventam mil artimanhas, desenvolvem mil projetos, não se aquietam, e vivem a fugir deles próprios. Sempre se declaram muito ocupados, cheios de tarefas, mas a grande e inescapável verdade é que o encontro consigo mesmo os assustam, o olho no olho do ser exterior com o interior lhes causa arrepio e pavor. Nos dias que correm, ocupados em juntarem a não poder mais, o homem foge, inconscientemente, ainda mais de si próprio. Para ele não há um tempo de contemplação, de espiritualização, de conversa ao pé do ouvido com seu eu interior. Pobres seres humanos, tão atarefados materialmente e tão vazios e ôcos espiritualmente! Tão senhores das ferramentas modernas e tão ignorantes acerca de si mesmos. Lembre-se disso quando seu eu interior convidá-lo a parar por um instante para aquela conversa inadiável.

Enviado em Idéias | Deixar um comentário »